A convite da Beijing DBN Technology Group (DBN), um grupo formado por multiplicadores de sementes, obtentores de genética e jornalistas brasileiros participou de uma missão técnica de uma semana à China. A AMSSOJA Brasil esteve representada pelo seu presidente, André Schwening, além de outros associados da entidade.

Durante a viagem, a comitiva visitou a sede da DBN, em Pequim, onde conheceu laboratórios e estruturas de pesquisa, com destaque para a área de biotecnologia. O grupo também participou de reuniões para conhecer os planos da empresa para a China, o Brasil e o mercado global.

Para Schwening, a aproximação é especialmente relevante diante da entrada da DBN no mercado brasileiro de biotecnologia de soja.

“Foi uma ótima oportunidade para conhecer de perto a estrutura da DBN, seus laboratórios e sua capacidade de pesquisa e desenvolvimento. Pudemos entender melhor a estratégia da empresa para o Brasil e acompanhar o que já está sendo desenvolvido na China.”

Mais do que acompanhar a chegada de uma nova biotecnologia ao mercado nacional, a participação dos multiplicadores de sementes na missão reforça o papel central que essas empresas terão nesse processo. São os multiplicadores que fazem a conexão entre a genética e a biotecnologia desenvolvidas pelas empresas e a sua efetiva disponibilização aos agricultores, contribuindo para a expansão das novas tecnologias nas diferentes regiões agrícolas do Brasil.

A missão também levou os brasileiros à Mongólia Interior, importante região de produção agrícola da China, onde o grupo visitou um centro de inovação voltado à soja e áreas experimentais. No campo, foi possível conhecer plots com cultivares que já incorporam biotecnologias da DBN e observar, na prática, o desenvolvimento que a empresa vem promovendo no mercado chinês.

Para o presidente da AMSSOJA BR, a aproximação entre os dois países ultrapassa a relação comercial tradicional e ganha importância estratégica em áreas como genética, biotecnologia e inovação.

“O Brasil é um dos maiores produtores de soja do mundo e a China é o nosso principal mercado. Construir pontes também na área de tecnologia e inovação é algo estratégico para os dois países.”

A participação da associação e do grupo de multiplicadores na missão reforça o interesse do setor de sementes em acompanhar de perto novos investimentos e tecnologias que poderão transformar o mercado brasileiro de soja, ao mesmo tempo em que amplia o diálogo com um dos principais atores do agronegócio chinês.

A visita representa, assim, mais um passo na aproximação entre Brasil e China e na construção de novas parcerias em biotecnologia e inovação para a agricultura.